O QUE É A INTERNET?



Ligar à Internet

A Internet é uma rede que liga com­putadores em todo o mundo. Através dessa rede podes comunicar com pessoas que estejam perto ou mui­to longe, obter e partilhar informação e enviar e receber mensagens e ficheiros.
podes consultar para comu­nicares com outras pessoas utilizando o correio (e-mail).

Seguem-se os e-mail de algumas escolas com as quais podes ter interesse em comunicar:


Podes servir-te de motores de arranque para obter informações variadas.

  • O motor de arranque mais conhecido em Portugal é o SAPO , mas o mais usado actualmente é o Google Mas existem outros que também podes experimentar, como o o AEIOU, etc. Tens ainda os motores de arranque estrangeiros, muito eficientes, como o Yahoo , oAltavista (se não dominares a língua inglesa podes escolher sites brasileiros (br.).

  • Chamando um destes motores de arranque podes pedir informações sobre vários assuntos. Escreves, então, na janela que aparece a branco a palavra que te vai levar à informação desejada. Por exemplo: autor, escritor, pintor, lendas. Biblioteca Nacional, atletismo. Rosa Mota, futebol, Figo, etc. Só tens de ler com muita atenção as possibilidades que te são oferecidas para poderes escolher o que te interessa consultar.



RESUMO


Resumir é sintetizar, abreviar (o que se diz ou escreve), con centrar, reduzir na extensão.
in Grande Dicionário da Língua Portuguesa
Para elaborarmos um resumo devemos retirar o que é acessório, isto é, não fundamental, e seleccio nar apenas o que é fundamental para a compreensão do que é narrado.



RECONTO

Recontar é tornar a contar.
O reconto pode ser uma versão pessoal da história, onde se acrescentam pormenores. Por isso, diz o povo: Quem conta um conto, acrescenta um ponto.

Para fazeres o reconto de um texto deves ter em atenção dois aspectos:


Não se deve empregar muitas vezes a palavra depois. Para a substituir, podes utilizar expressões como:

• mais tarde
• em seguida
• passado algum tempo
• seguidamente
Devem-se utilizar expressões como:
• certa vez
• um dia
• a dada altura
• num certo momento



APRESENTAÇÃO ORAL


Aspectos essenciais a ter em conta:


  • Definição dos objectivos essenciais da apresentação,
  • Através de algumas ideias essenciais;
  • Conhecimento dos destinatários da apresentação
  • Captar a atenção do auditório;
  • Adaptar e enquadrar os objectivos da apresentação aos interesses dos ouvintes;
  • Apresentação dos argumentos para defesa da tese que se pretende apresentar
  • Convencer o auditório com factos e argumentos lógicos;
  • Revisão e síntese do que foi apresentado
  • Sintetizar o que foi apresentado ao auditório;
  • Verificar se a mensagem foi apreendida;
  • Espaço para questões e discussão

A apresentação deve ser treinada, junto de alguns amigos, por exemplo, podendo mesmo ser gravada. A sua posterior audição permitir-te-á melhorar a tua prestação.


Técnicas a utilizar:

  • Colocar o auditório à vontade com uma piada ou anedota interessante e que se adequa ao momento. Pode optar-se também por captar a sua atenção com uma pequena dramatização ou comentário a um acontecimento…
  • Manter o contacto visual com o público;
  • Modelar o tom de voz de modo a tornar o discurso mais vivo e interessante;
  • Deixar as mãos livres para que os gestos apareçam naturalmente;
  • Dirigir questões ao público de modo a implicá-lo no que está a ser apresentado;
  • Concluir a apresentação, fazendo a síntese das ideias, aspectos ou argumentos principais;
  • Reservar algum tempo para responder a questões do público, incentivando-o a dar “feedback” sobre:
      • o conteúdo
      • as conclusões
      • a apresentação

Material de Apoio




ATENÇÃO


    • - Procura chegar cedo ao local da tua apresentação de modo a teres tempo para verificar se o material que vais utilizar está operacional;
    • Não te esqueças que o que vais apresentar tem que ser visto, ouvido e entendido por todos;
    • Se optares por utilizar texto em suporte visual (acetato, slide, powerpoint…), procura ser preciso e conciso para não cansar e desmotivar o auditório;
    • Não distribuas uma síntese da tua apresentação antes da sua realização (o auditório terá a tendência para focalizar a sua atenção no documento e não no teu discurso).



Apresentar um debate


O debate é uma actividade que decorre naturalmente da vida em sociedade e que nos permite a troca de ideias, o confronto de pontos de vista e a reflexão.
Além disso, a informação aumenta, aprende-se a tomar a palavra, a demonstrar e a convencer.

1. Papel de cada um dos intervenientes

Um debate é uma troca activa, em que se recebe, ouvindo atentamente os outros, e em que se dá, exprimindo as nossas convicções sobre os temas em discussão. Para tal, é preciso:

  • Saber ouvir

    • Cada um tem direito à expressão. Não se deve ironizar nem cortar a palavra. Mesmo que não se partilhe da opinião expressa, deve-se respeitá-la e ouvir atentamente o que os outros têm para dizer.Ouvir bem é reflectir no que o outro diz.

  • Exercitar-se na expressão

    • Não se aproveita o debate se não se estiver resolvido a tomar a palavra. Esta é uma boa ocasião para se vencer a timidez. O que é preciso é exercitar cada vez mais.

    • Exprimir-se é expor o ponto de vista sobre cada um dos pontos abordados:deve indicar-se com nitidez a posição que se tem, tendo o cuidado de apoiar cada afirmação com um ou vários documentos.

    • O valor de um debate reside no valor dos argumentos. Devem procurar-se provas para convencer os outros. Não se deve ter receio de mudar de opinião no decorrer do mesmo se descobrirmos que o ponto de vista
defendido não é válido. Tal atitude é prova de honestidade e de coragem.


2. Etapas para a organização e realização de um debate:
      • · Escolha do assunto, simples e que desperte interesse;
      • · Na maioria das vezes, o debate ganha em animação e interesse
      • · se tiver sido preparado previamente a nível da informação e reflexão;
      • - pode fazer-se um inquérito, reflectir sobre um pequeno questionário,
      • estudar um dossier, reunir documentação;
      • - um grupo pode preparar uma exposição de cerca de 10 m que servirá
      • de ponto de partida.

· O debate deve ser organizado materialmente


    • - Como se vai dispor a sala?
    • - Quem vai animar o debate?

  • · Papel do animador:
      • - lança o debate, expondo com clareza o assunto;
      • - dá a palavra a cada um dos que a pedem e impede que a tomem
      • sem ter sido pedida;
      • - estimula os participantes e convida-os a reagir e a exprimirem-se;
      • - chama a atenção para o assunto quando se afastam dele;
      • - controla o tempo e, no fim, convida a que tirem conclusões.


  • · Dois secretários tomam notas das principais ideias emitidas que permitirão fazer o balanço final.




Elaborar um trabalho escolar a partir de um tema




1.. Antes de mais é necessário definir os aspectos do tema que serão tratados. Uma forma de proceder é fazer uma lista de todos os pontos possíveis e passíveis de serem abordados. A partir daqui devem-se seleccionar os tópicos realmente importantes a serem desenvolvidos, tendo presente o objectivo do trabalho.



2.. Delimitar o tema



Qualquer assunto pode ser investigado sob vários ângulos e, por muito que se deseje, não é possível abordar todos os aspectos de um só vez. Normalmente, os professores, quando pedem um trabalho, delimitam já o âmbito do mesmo, o que facilita a vida aos alunos. Mas se isso não acontecer, não desesperes. Delimitar um tema de pesquisa não é um bicho-de-sete-cabeças. Para isso, começa por fazer uma lista, no papel, de todos os pontos possíveis de serem abordados, já com as informações que tens sobre o assunto. Depois escolhe aqueles que realmente devem ser desenvolvidos. Este é um exercício muito interessante, porque as questões levantadas servirão como um pré-roteiro ao longo do processo de investigação, sendo igualmente um apoio na fase de elaboração do texto final.



Este primeiro levantamento de questões deve ser o mais amplo possível, para depois ser reduzido a aspectos realmente fundamentais, que serão pesquisados em profundidade.




3.. Reunir informações


Depois de delimitado o tema, passa-se à recolha de informações em livros e artigos acessíveis e fáceis de consultar, tais como manuais didácticos, enciclopédias gerais ou especializadas, revistas, jornais e também na Internet. Dependendo do assunto, é possível reunir uma boa variedade de material de pesquisa, abordando os diferentes aspectos do trabalho. Entramos, agora, na fase de tratamento dos dados obtidos. Podes começar por escolher as fontes que parecem mais interessantes e ricas em informações e começa a analisá-las.


Para trabalhares com material encontrado na Internet, imprime ou faz download dos textos que parecerem realmente úteis. Dessa forma, não precisas ficar muito tempo ligado à Internet.




4.. Análise dos dados obtidos



Agora que já sabes o quê e onde pesquisar, há que partir para a leitura e compreensão do material recolhido e dos apontamentos, que mais tarde servirão de base para o texto final.


Reserva um caderno para escrever todas as tuas observações e resumos. Folhas soltas são mais fáceis para anotar, mas também mais fáceis de perder.




5.. Atenção e organização


Antes de começares a ler e a analisar os materiais, deves encontrar a melhor maneira de organizar a informação que recolheste. Podes, por exemplo, fazer anotações num caderno, tendo sempre o cuidado de indicar as fontes donde foram retiradas essas informações. Se preferires sublinhar as partes mais importantes no próprio texto, não te esqueças de tirar cópias do material. Procura não riscar ou escrever em livros e enciclopédias, principalmente quando eles são emprestados. Para entenderes bem o conteúdo de um texto, deves fazer mais que uma leitura.


Lê cada um dos textos uma vez, prestando bastante atenção àquilo que eles dizem. Depois, faz segunda leitura e vai anotando ou sublinhando todas as informações que considerares relevantes para o teu trabalho.



Se sublinhares um texto, faz breves anotações ao lado (com uma ou duas palavras, no máximo). No final da leitura, isso ajudar-te-á a localizar as ideias que melhor se encaixam no teu trabalho.


Desta maneira, não corres o risco de te perderes no meio de uma quantidade muito grande de textos sublinhados.



6.. Preparação do texto final


Agora que já dispões de uma grande quantidade de informações sobre o tema pesquisado, procura traçar o plano do teu texto final.

Vamos ver um exemplo?

      1. Numa pesquisa sobre água, começaríamos por apresentá-la como um líquido vital para os seres vivos no planeta, lembrando que se trata de um recurso natural cada vez mais escasso.
      2. Em seguida, destacaríamos os ciclos da água e as regiões da Terra onde há maior abundância e escassez do líquido.
      3. Num capítulo à parte, poderíamos discutir a situação da água em Portugal.
      4. Para encerrar, mostraríamos uma ou duas iniciativas bem-sucedidas de aproveitamento e economia da água doce existente.
      5. Depois de elaborado o plano, estás preparado para a etapa final: a redacção do trabalho.

7.. A redacção final


Nesta fase deves procurar escrever, com palavras tuas, o que entendeste dos textos analisados. Parece difícil? Pois fica sabendo que redigir um texto sobre um assunto que era quase desconhecido pode ser fascinante. Só assim vais perceber a quantidade de coisas que aprendeste em tão pouco tempo!


Coesão e coerência


A partir do plano, tenta interligar todas as anotações feitas anteriormente, reescrevendo-as com palavras tuas e encaixando-as nos itens que te propões desenvolver. Lembra-te que, para que um trabalho seja bem conseguido, os textos devem ser bem encadeados e os conteúdos relacionados entre si. Não percas tempo a escrever coisas que estão para além do que foi proposto - aquilo que chamamos "fugir do tema". Depois de tudo escrito, faz uma revisão do texto, verificando se está compreensível e bem encadeado, se já escreveste tudo o que sabes e que achas importante sobre o tema ou se ainda falta alguma coisa.



Atenção!


Se verificares que o trabalho está incompleto, volta às fontes de pesquisa e procura mais material para completá-lo. Se estiveres satisfeito, não consideres o trabalho encerrado antes de uma última leitura. Só assim poderás identificar as frases mal estruturadas que precisam de ser reescritas e substituir, por exemplo, palavras que se repetem muitas vezes ou que estejam incorrectas.

Quando já estiveres satisfeito com o resultado final, preocupa-te, agora, com a apresentação. Dá um título bem expressivo ao trabalho e organiza a bibliografia. A bibliografia deve incluir os dados de todo o material que utilizaste para desenvolver a pesquisa, incluindo endereços dos sítios consultados na Internet.



Tirar apontamentos


Tirar notas ou fazer apontamentos são estratégias essenciais a um bom estudo. Contudo é preciso ter em conta alguns aspectos de modo a que sejam eficazes. Neste sentido devem ser:

  • Pessoais – as notas são utilizadas em benefício próprio, daí que devam estar de acordo com os esquemas mentais do seu autor, pois só assim se tornam compreensíveis para este. Cada pessoa deve desenvolver a sua própria forma de fazer apontamentos de modo a tirar o máximo partido da sua utilização;

  • Acessíveis – a linguagem deve ser, na medida do possível, simples e de fácil descodificação para uma leitura eficaz. Isto não significa que se deva optar por uma estrutura pobre e mal elaborada que condiciona necessariamente a acessibilidade às informações;


  • Adaptáveis – os apontamentos devem ser passíveis de ser utilizados como referência durante um longo período de tempo para responder às várias necessidades que forem surgindo, quer em ambiente escolar (testes, exames, trabalhos…) quer em ambiente profissional (reuniões, entrevistas, discussões…);

  • Abrangentes – os apontamentos devem incluir um vasto leque de informações de modo a que seja possível estabelecer relações entre os diversos conteúdos;


  • Curtos – quanto mais concisos e precisos forem os apontamentos, melhor cumprem a sua função de simplificar e apoiar o estudo. Deve haver a preocupação de registar o essencial, procurando eliminar informações acessórias, de modo a que não sejam de difícil leitura e compreensão;

  • Correctos – os apontamentos devem estar correctos e, para que isso aconteça, o seu autor tem que compreender o que está a ler ou ouvir. Nada deve ser registado sem que haja uma total compreensão do assunto, pois pode levar a interpretações incorrectas das matérias;


Apelativos – deve-se procurar tornar os apontamentos atraentes e compreensíveis, visto que facilitam o estudo, reduzindo o eventual aborrecimento e saturação.